Em nota divulgada pelo Sinapf/MS (Sindicato dos Agentes de Execução Penais Federais em Mato Grosso do Sul), o agente teria dito que foi jogado ao chão e agredido com socos, chutes e pontapés por um grupo.
A briga teria começado depois que algumas pessoas teriam tentado furar a fila do banheiro e o agente, Joseilton, teria reclamado com o grupo e na volta para seu camarote foi agredido com um soco nas costas, vindo a cair pelas escadarias.
Neste momento foi agredido pelo grupo e na tentativa de se defender acabou efetuando o disparo, sendo que o tiro atingiu o tórax de Adilson, que morreu no local. Segundo informações da nota, o agente teria dito que foi quase ‘linchado’ pelo grupo.
Ainda de acordo com a nota, Joseilton possui porte de arma de fogo em todo território nacional, e que todos os agentes possuem capacitação física, psicológica e treinamento rígido para a utilização de armas de fogo.
Estágio probatório
Joseilton Cardoso estava em estágio probatório- que é de 3 anos. Ele foi nomeado no dia 24 de janeiro deste ano, após passar em um concurso realizado em 2015, e tem remuneração de R$ 6.400.
Prisão
Após o crime na madrugada de domingo (24), o agente penitenciário foi levado para a Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) do Centro, e nesta segunda-feira (25) deve passar por audiência de custódia e pode ser indiciado por homicídio doloso.
O delegado Reginaldo Salomão plantonista da Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) do Centro informou que o agente penitenciário federal disse em depoimento que estava na fila do banheiro após o fim do show quando houve um desentendimento com Adilson.
Os dois teriam entrado em luta momento em que o agente efetuou um disparo que atingiu o tórax da vítima. Foi feita tentativa de reanimação, mas Adilson acabou morrendo no local.
O agente foi levado para a delegacia onde está preso e na segunda-feira (25) deve passar por audiência de custódia. “Já foram ouvidas quatro testemunhas sobre os fatos”, fala Salomão que explicou que o agente deve ser indiciado por homicídio doloso.
Ainda de acordo com informações, o agente teria ido ao show para comemorar seu aniversário, “Ele chorou muito durante o depoimento e está chocado”, disse o delegado. Salomão ainda afirmou que o agente penitenciário não estaria embriagado e que o disparo segundo o depoimento do autor teria sido um ‘ato de memória muscular’.
Dor da Família
A mãe do jovem, Marlene Souza Silva, de 44 anos, disse que esta era a primeira vez que o filho saia para um show, “Parece que eu estava pressentindo o que ia acontecer”, fala Marlene. De família evangélica, Adilson era um rapaz tranquilo e estava a menos de um ano morando em Campo Grande após vir embora de Santa Catarina, diz a mãe que chorava a morte do único filho.
Familiares afirmaram que o corpo foi retirado do local do crime, por volta das 5 horas, depois que o palco foi desmontado. A vítima trabalhava em obras e é pai de uma recém-nascida que não conheceu. A criança mora em Santa Catarina e Santos estava com viagem marcada para conhecer a filha.




