O secretário da pasta, Rogério Jung, diz que uma das alunas contou para a diretora da escola que se ofereciam para encher a garrafa d'água da professora e que colocavam água da privada, além de alguns comprimidos esmagados que traziam de casa. A história teria sido revelada na última terça-feira de agosto, 29, e nesse dia a escola municipal já registrou um Boletim de Ocorrência. No dia seguinte, fizeram uma reunião com direção, pais e alunas. Ainda segundo Jung, o Conselho Tutelar foi acionado mas ainda não se manifestou.
— Nós estamos mais preocupados com a professora que está psicologicamente abalada. Queremos preservar a professora e as crianças.
O secretário disse que as alunas não explicaram os motivos e que teriam feito isso mais de uma vez. A Polícia Civil disse ao G1 Santa Catarina que a educadora contou que passou a sentir um gosto estranho na água e comentou com os alunos. Segundo a polícia, a professora conversou com uma das meninas e descobriu que a água colocada com remédios na garrafa era para que a docente dormisse e não desse aula.
O secretário diz que a professora continuou a dar aulas para a turma normalmente nesta semana. Na segunda, terão nova reunião para decidir o que devem fazer:
— Estamos vendo as medidas que podemos tomar. Mas depende muito do que a professora quer fazer. A gente não consegue entender de onde saiu essa ideia.
Jung diz que não quer expulsar as alunas para não "transferir o problema para outra escola ou entidade". Além disso, devem propor uma ação de conscientização em toda a escola.




