Conforme o boletim, os alunos do segundo ano do ensino médio começaram uma 'guerra de giz' durante a aula, e a professora, então, pediu para que eles parassem. O aluno em questão retrucou, segundo a professora, e se negou a parar a bagunça. Ela afirmou que chamaria a coordenação pedagógica e que ele receberia uma advertência. Ao ser contrariado, segundo a servidora, houve a ameaça.
Segundo o boletim, ele afirmou que ela "não seria louca de registrar nada contra ele". Ele ainda teria declarado "saber qual era o carro da professora e em qual horário ela saía da escola". Abalada, ela procurou a coordenação e foi orientada a registrar o boletim.
Aluno problema – Na escola, professores e funcionários da secretaria escolar contaram que o aluno já apresenta um histórico de transgressões. Os funcionários explicaram que há uma lista de normas de conduta a serem seguidas pelos estudantes. A lista, contam eles, já foi praticamente 'extrapolada' pelo jovem.
Os funcionários relataram que a professora trabalha 3 anos na escola, e que nunca teve conflitos com alunos antes do caso. Nesta sexta-feira ela reuniu-se com o conselho pedagógico, que decidiu pedir à Secretaria Estadual de Educação (SED) a transferência do aluno.
O caso foi registrado como ameaça. De acordo com a polícia, o aluno deve ser chamado para prestar depoimento na próxima semana. O Código Penal estipula pena de 1 a 6 meses em regime fechado ou pagamento de multa para casos de ameaça.
A direção da escola não quis se pronunciar. A reportagem também consultou a SED, por meio da assessoria de imprensa, mas a Secretaria ainda não se emitiu posicionamento.
O estudante não foi localizado para dar sua versão. Ele tem passagem policial por furto, segundo a reportagem apurou.




