Agora, com a denúncia do Ministério Público Estadual (MPE aceita pelo juiz Carlos Alberto Garcete, da 1ª Vara do Tribunal do Júri, o dono do lava-jato, Thiago Demarco Sena, e o funcionário dele na época, William Henrique Larrea, passam a ser acusados por homicídio doloso qualificado pelo recurso que dificultou a defesa da vítima.
Para o Ministério Público, William se prevaleceu do porte franzino da vítima, "imobilizou-a e agarrou-a pela frente do corpo, segurando seus braços e tórax, de forma a impossibilitar sua fuga". Ainda conforme o MPE, Thiago ligou o compressor de ar e introduziu a mangueira de ar no adolescente.
O MPE resume. "Assim, caracterizada a qualificadora, visto que a vítima imobilizada pelos denunciados, não teve qualquer chance de esboçar reação e de se defender, tampouco de fugir da investida que sofreu”.
Entenda
Wesner Moreira da Silva foi socorrido em estado grave para a Santa Casa pelos próprios agressores. O jato de ar causou diversas lesões e fez o garoto perder parte do intestino. Ele ficou internado na Santa Casa de Campo Grande por 11 dias antes de morrer.
Enquanto esteve no hospital, o adolescente contou para a família detalhes sobre a agressão, disse que perdoava os suspeitos, mas pediu que eles fossem presos, segundo a família. William era amigo de Wesner e familiares.
Em março, a Justiça negou pedidos de prisão de Thiago e William. Nenhum dos envolvidos tinha ficha criminal.




