Ele ainda sugere que pessoas que falam sozinhas gravem as “conversas” e as escutem posteriormente para resolver conflitos internos ainda não resolvidos. Já para a psicoterapeuta Aline Vilhena Lisboa, falar sozinho possui mais aspectos positivos do que negativos. Ela destaca para um benefício relacionado aos sentimentos e emoções para quem costuma conversar sozinho. “Do ponto de vista afetivo, conversar consigo mesmo é uma maneira de criar um pacto contra a solidão. É uma forma de aprender a expressar afetos. Não é só organizar pensamento”, pontuou. Ela ainda lembra que algumas pessoas utilizam esse recurso em algum momento que deixam de falar algo que gostariam.
Mas, em contrapartida, falar sozinho constantemente pode significar dificuldade de se relacionar com as outras pessoas: “Ajuda a se expressar e a acalmar a frustração. Mas, por outro lado, o problema é quando isso se torna a única forma da pessoa se comunicar. Ela vai se enclausurando e prefere falar com ela mesma do que com o outro” — analisou. Falar sozinho também poderia ajudar a tratar a síndrome do pensamento acelerado, que acontece quando não se consegue descansar a mente, pois quando se conversa consigo mesmo, é possível esvaziar os pensamentos. Vale ressaltar que falar sozinho é diferente de escutar vozes – o último caso pode indicar um quadro de doença psíquica.





